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O EDÍFICIO

 

Fachada principal

Do conjunto sobressai o edifício principal, de grande escala, singular dentro das características dominantes do tecido edificado da região. Junto a este, encontram-se construções diversas, associadas às actividades de exploração agrícola e pecuária da propriedade e a serviços necessários ao funcionamento da instituição, como vacaria, palheiro, cocheiras e cavalariças, adega, várias oficinas, garagem, depósitos e central eléctrica.

 

Fonte: SITA - Planta genérica do Colégio de São Fiel

Junto ao edifício principal, os espaços de recreio são murados e dotados de alpendres. Na zona mais afastada, junto à frontaria do Colégio, mas fora do espaço de circulação controlada dos educandos, situa-se o edifício da lavandaria, com oficinas de costura.

 

Fonte: SITA - Edifício da lavandaria

O edifício está implantado numa extensa propriedade rural, dividida em várias parcelas, conjugando solos de aptidão florestal com terrenos de cultivo. Na parcela designada Casal da Pelota, aglomeram-se as construções constituindo a parte "urbana", murada e circundada por vias de circulação desta zona.

Na face “E” da propriedade, existiu uma estação de correios com acesso pelo exterior e, já fora do recinto vedado, esteve o hotel para receber alunos externos e visitantes do Colégio.

 

Fase "E"

A sua construção baseou-se numa arquitectura educativa, oitocentista e civil judicial do séc. XX. Tratava-se de um conjunto de edifícios e estruturas construídas que remontam à segunda metade do séc. IXX e à década de 70 do séc. XX, para instalar um "Seminário de Órfãos" (1853-1863) e, mais tarde um colégio da Companhia de Jesus (1863-1910), tendo, posteriormente, recebido adaptações diversas e novas construções para acomodar um estabelecimento judicial de internamento para menores (1920-2003).

 

Fonte: SITA - Colégio de São Fiel

A sua construção irregular e inacabada é composta pela articulação de diversos corpos de planta rectangular, com n.º pisos/pé direito e fachadas diferenciados, resultantes do processo gradual de crescimento das instalações do Colégio. Tem uma fachada principal de 136 metros, correspondente ao corpo que unifica o conjunto. Perpendicularmente, dispõem-se dois corpos, também de planta rectangular, que criam dois pátios descobertos.

Entre a Igreja, no topo, e um destes corpos, situa-se o claustro, de planta quadrangular de inspiração franciscana. Consiste na parte mais antiga e sobrevivente do antigo seminário, que terá sofrido ampliações em altura, nomeadamente em torno do claustro.

 

Fonte: SITA - Claustro - Colégio de São Fiel

A parte mais recente, articulada com um corpo intermédio de três pisos, de cércea inferior e comunicante com ala do claustro/Igreja, corresponde ao corpo novo e foi construído para a função colegial, dentro do modelo afeiçoado pela Companhia de Jesus.

A Igreja, de planta longitudinal simples, com nave única, coro-alto e capelas laterais e colaterais à face. É constituída por confessionários e púlpitos com acesso por corredor lateral e cobertura em abóbada de lunetas. A Capela-mor é profunda, com retábulo de talha dourada do período joanino, iluminada pelos vãos da fachada lateral.

Em São Fiel, as obras finais de renovação, não se concluíram ficando o Colégio inacabado. A forma final deveria ser próxima do Colégio de Campolide (Lisboa): existência do corpo novo de São Fiel, que tem a mesma planta e dimensões do primeiro corpo construído no Colégio de Lisboa, seria o primeiro de outros que unificariam a fachada até à Igreja, com demolição do troço intermédio. Apesar das semelhanças, e tendo em conta a interrupção das obras, cujo projecto final se desconhece, o Colégio de São Fiel era arquitectonicamente menos complexo e não tinha o esplendor do seu congénere da capital, especialmente em certos espaços como a Biblioteca, a Sala de Esgrima, a escadaria principal e a Igreja.

 

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