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FESTIVIDADES E TRADIÇÕES

 

Tradicionalmente, a aldeia não difere muito do que é a tradição na Beira Baixa, onde são realizadas festas e romarias mais também feiras anuais.

 

FEIRAS ANUAIS

Realizavam-se duas feiras anuais: uma no mês de Março (2º Domingo) e outra no mês de Agosto (Domingo mais próximo a 19 de Agosto). Actualmente, já só se realiza a feira de Março.

Nestas feiras encontravam-se (e encontram-se quando se realiza) os mais variados produtos, desde alimentos a roupa, artigos para o lar, móveis e ferramentas agrícolas.

O espaço envolvente à Capela de S. Sebastião e Rua Dr. Eugénio Campos é o espaço eleito para a realização destas feiras.

 

FESTAS E ROMARIAS

As festas anuais são na sua maioria, de carácter religioso mas também popular.

 

JANEIRAS

Todos os anos, a seguir ao Natal e durante o mês de Janeiro, vários jovens da aldeia juntam-se para percorrer as ruas a cantar as Janeiras aos habitantes da freguesia. Estes retribuem o gesto, oferecendo dinheiro e/ou géneros alimentícios.

 

SÃO SEBASTIÃO

Trata-se de uma festa religiosa anual, realizada no Domingo mais próximo a 20 de Janeiro. O povo sai à rua, em homenagem a S. Sebastião, hábito muito antigo nesta localidade.

Os festejos iniciam-se com a celebração da missa, na Igreja Matriz, procedida de procissão com o andor do Santo para a sua capela.

No recinto da capela, conforme a tradição e assegurado pelos mordomos da festa, o pároco procede à bênção de filhós, tremoços e vinho que ali são distribuídos aos presentes.

Por fim, são nomeados os mordomos para os festejos do ano seguinte que, ocasionalmente, se voluntariam. Concluída a lista, cada um deles leva consigo uma imagem de S. Sebastião que os irá acompanhar até à transição do próximo ano.

Antigamente, durante a tarde, no largo dos festejos, sacrificava-se um galo. Era pendurado um pau bem alto e atiravam-lhe pedras. Quem o matasse, levava-o para casa. Por se considerar uma prática tão cruel, entendeu-se retirar esse costume dos festejos acabando por ficar exclusivamente a distribuição das filhós, tremoços e vinho.

 

Festa de São Sebastião - Ano de 2014

 

CARNAVAL

Por volta do ano de 1930, uma das tradições existentes que era costume cumprir-se, por alturas do carnaval, era o chorar o Entrudo.

Chorava-se à porta das pessoas que não gostavam que lhes fossem apontados factos ridículos da sua vida. Por vezes, estas chamadas de atenção acabavam em discussão entre os intervenientes.

Foi em tempos, uma das festividades de maior diversão. Começou por ser realizada na “Casa da Música” transferindo-se mais tarde para o Salão Social.

Para além do festival de máscaras e eleição da mais bem concebida, era feito também o leilão do ramo. O ramo não era mais que uma pernada de castanheiro, embelezada por enchidos oferendas por parte da população, a título de contributo à realização de tais festejos.

Este evento tem sido organizado pela comissão nomeada para as grandes festas de verão.

 

Festejos de Carnaval

 

DOMINGO DE RAMOS

É um evento estritamente religioso que se celebra no início da Semana Santa, no Domingo que antecede a Páscoa. As festividades religiosas têm início na capela da Nossa Sra da Conceição, seguindo-se em procissão para a Igreja Matriz.

É uso, os populares apresentarem-se com ramos de loureiro e oliveira. As crianças disputam, entre si, pelos mais altos e belos ramos de loureiro embelezados de flores de camélia e outras. Os ramos são benzidos no decorrer da celebração da Eucaristia.

 

Loureiro

Já em casa, os ramos de loureiro são secos à sombra, aproveitando-se as folhas para os temperos culinários.

 

ENCOMENDAR AS ALMAS

Durante a Quaresma, já de noite cerrada, era costume à luz das velas e lanternas de azeite, grupos de homens encapotados de negro e mulheres com os seus xailes pretos pela cabeça (para não fossem conhecidos), reunirem-se nos cruzamentos de ruas.

Apesar desta tradição ter caído em desuso, ali, entoavam, em coro, mas em tom triste e de enorme angústia, cânticos em memória das almas do Purgatório.

 

Mulheres vestidas a rigor

 

SENHOR DOS PASSOS

Ao início da noite de Quinta-feira Santa, realiza-se uma procissão pelas ruas principais da aldeia, com os homens a transportarem em ombros o andor do Senhor dos Passos. A procissão é acompanhada pela Banda Filarmónica da aldeia e por cânticos melancólicos entoados pelos fiéis.

 

Imagem Senhor dos Passos

Antigamente, seguia na frente do cortejo um popular transportando a matraca que, fazendo-a bater, anunciava a passagem da procissão, mas também do pregar dos pregos na cruz de Cristo.

 

A Matraca

É sem dúvida, um dos pontos mais altos que ocorre na aldeia e que, ninguém gosta de perder.

 

PÁSCOA

Comemora-se a Ressurreição do Senhor. O Domingo de Páscoa traduz-se num dia de alegria e de família reunida. Após a celebração da Eucaristia, os sinos da torre da Igreja tocam a rebate como sinal de festa. As Alvíceras são tocadas pela Banda Filarmónica, enquanto percorre a rua principal.

Antigamente, após a celebração da Missa, dava-se início ao compasso com o pároco a percorrer as ruas da aldeia, acompanhado da imagem de Jesus Cristo na Cruz, que entrava nas casas das famílias para as abençoar.

 

DIVINO ESPÍRITO SANTO

Festa religiosa, mas também popular, que se realiza anualmente na Torre e sempre no 7º Domingo de calendário depois da Páscoa.

Um dos pontos mais altos destas festividades é o içar da bandeira na torre da capela, sempre no dia de 5ªfeira da Assunção. Quarenta dias corridos após o Domingo de Páscoa, onde também se comemora o dia da espiga.

O Domingo é marcado de forma religiosa com a celebração da Missa, seguida da procissão percorrendo a principal rua da Torre.

 

Procissão Divino Espírito Santo - Ano de 2010

 

FESTA DO CORPO DE DEUS

Realiza-se no mês de Junho, com data móvel. Consiste numa festa religiosa onde as crianças da paróquia celebram a primeira Comunhão, Comunhão Solene e Crisma. A realização da festa depende no número de crianças.

Durante a tarde, a população reúne-se na praça e ali são leiloados produtos alimentares da época e outros ofertas dadas pelos populares. A Banda Filarmónica abrilhanta a tarde festiva.

 

Festa Corpo de Deus - Ano de 2006

 

SÃO BENTO

Esta festa já não se realiza, mas era feita no 2º Domingo do mês de Junho. Os voluntários reuniam-se, pela manhã, para recolher o ofertório do povo. Perto do meio-dia, celebrava-se a Eucaristia em louvor de S. Bento (padroeiro da aldeia), seguida de procissão. Os andores principais desta procissão eram São Bento e Nossa Sra de Fátima.

 

SÃO FIEL E SANTO ANTÓNIO

A festa anual de verão é, provavelmente, o momento mais alto e mais popular do ano. Realizam-se sempre no quarto domingo do mês de Agosto, data em que a Igreja Católica homenageia os Santos São Fiel e Santo António.

 

Programa de festas - Anos 1974 e 1976

Imagens de São Fiel e Sto António

Esta festa é realizada em duas vertentes, a religiosa e a popular.

A popular consiste, sobretudo, em acções de diversão (actuações de grupos musicais, arraial, comes e bebes) que se prolongam por três a cinco dias.

A religiosa é concretizada com a celebração da Eucaristia no Domingo, seguida de procissão pelas ruas da aldeia, levando-se em ombros os três andores dos santos e as diversas bandeiras, por populares voluntários.

 

Procissão de São Fiel - Ano de 1948

Década de 80

Procissão São Fiel - Ano de 1990

Procissão de São Fiel - Ano de 2005

Procissão de São Fiel - Ano de 2007

Terminada a Procissão de São Fiel - Ano de 2008

Procissão de São Fiel - Ano de 2014

Os festejos religiosos terminam no dia seguinte com a realização da procissão em honra de Sto António.

 

Procissão de Sto António - Ano de 2012

As festividades populares são organizadas por uma comissão, maioritariamente composta por descendentes da freguesia.

 

Alvorada pela Banda Filarmónica - Ano de 2004

Bombos - Ano de 2004

Alvorada - Ano de 2007

Alvorada - Ano de 2011

Década de 80

Ano de 2006

Ano de 2007

Ano de 2008

Este é um momento que, por coincidir normalmente com o período de férias laborais, traz à aldeia muitos emigrantes espalhados pelo mundo fora.

Durante os festejos, a comissão em exercício tem por obrigação nomear os festeiros para o ano seguinte.

 

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Realizava-se no feriado 8 de Dezembro, em Casal da Pelota. Festa exclusivamente religiosa que, após a celebração da Missa na Igreja de São Fiel, prossegue-se a procissão pelas imediações do Colégio de São Fiel e avenida principal desta anexa de Louriçal do Campo.

Esta festividade religiosa caiu em desuso.

 

NATAL E MISSA DO GALO

É uma das festas mais antigas e tradicionais da aldeia. Na noite de consoada, os populares deslocam-se à tradicional Missa do Galo. A festa começa no dia anterior ao dia de Natal, com os habitantes da aldeia a reunirem-se no adro da Igreja Matriz para ver o ascender do tradicional madeiro.

 

O madeiro de Natal - Ano de 2008

Noite de Natal - Ano de 2009

O madeiro que consiste numa gigantesca fogueira feita com troncos, sobretudo de sobreiros e castanheiros, e que são reunidos pelos rapazes da aldeia. A lenha é, normalmente, oferecida por populares.

Actualmente, face à falta de rapazes novos, muitos populares, de forma voluntária, ajudam os jovens a recolher os troncos e raízes necessários para o madeiro.

No final da Missa do Galo, o pároco da freguesia dá a beijar a pequena imagem do Menino Jesus a todos os populares que, em simultâneo, deixam as suas oferendas num cesto junto à imagem.

 

O beijar ao Menino e Presépio - Ano de 2011

 

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