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AS INVASÕES FRANCESAS

 

Com o iluminismo, nascido em França no séc. XVIII, ganham cada vez mais adeptos as ideias de que os homens são iguais perante a lei; todos têm os mesmos direitos e deveres. Estes valores opõem-se aos da monarquia absoluta - origem divina do poder real e grandes diferenças entre os direitos e deveres dos diferentes grupos sociais. Não admira, por isso, que tais ideias estejam na base da Revolução Francesa, ocorrida em 1789, bem como na de várias revoluções liberais que se vão registar por toda a Europa.

Desta feita, sentindo-se em perigo alguns reis absolutistas, unem-se e declaram guerra à França. Essa guerra durou vários anos, até que o governo francês passou a ser chefiado por Napoleão Bonaparte.

Militar brilhante, Napoleão, em poucos anos, dominou quase toda a Europa. Porém, a Inglaterra demonstrou ser um inimigo muito difícil de vencer e, em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental para que expulsasse definitivamente a presença inglesa do território peninsular.

De notar que Portugal, que mantinha relações comerciais com a Inglaterra e como era um seu velho aliado, não aderiu a esse bloqueio. Perante tal atitude, Napoleão ordenou a invasão de Portugal através de Espanha, com a qual se tinha aliado.

 

Invasões francesas a Portugal

Napoleão já tinha estado em terras espanholas e observara no terreno a grande aridez e o relevo tortuoso das terras e serras hispânicas. Espanha era um grande labirinto de serras agrestes e desfiladeiros com caminhos impraticáveis durante a maior parte do ano. Os numerosos rios corriam fundo e largos sem pontes que por onde teria de passar um grande exercito de invasão. Estas geografias poderiam deitar por terra os planos de conquista do imperador.

Assim, num curto período de tempo, Portugal foi invadido, por três vezes, pelos exércitos franceses afim da detenção da família real e sua corte. Esse facto não chegou a ocorrer porque D. João tinha já embarcado para o Brasil (afim da defesa da independência do país).

 

O horror das invasões francesas

A primeira invasão ocorreu no ano de 1807-08 sob o comando do general Junot. Com um forte contingente militar composto por 25.000 homens divididos em três divisões de infantaria e uma de cavalaria.

Partiu de Baiona e entrou em Portugal pela Beira Interior, com a missão de alcançar Lisboa no mais curto espaço de tempo possível. Passando por Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Vale do Tejo (Abrantes, Golegã e Santarém), as tropas francesas chegaram a Lisboa a 30 de Novembro de 1807. Era seu objectivo deter a família real e a corte, o que não chegou a acontecer porque D. João tinha já embarcado e saía da barra de Cascais escoltado por uma esquadra inglesa, no instante da sua chegada a São Julião.

 

As rotas da invasões francesas

Não conformado com a derrota, Napoleão ordenou mais duas invasões que iriam ocorrer nos anos seguintes, mais precisamente nos anos 1809 e 1810-1811, respectivamente.

No decorrer da primeira invasão das forças francesas, pelas suas características naturais de difícil acesso, a Serra da Gardunha teve um papel predominante para a região. Aqui, se esconderam milhares de civis, à fuga das tropas francesas que eram afamadas de pilhagem e de destruição de tudo o que encontrassem no seu caminho.

Já debilitados pelas vastas áreas percorridas de terrenos acidentados, o exército francês já não apresentava condições físicas para trilhar aos caminhos quase inacessíveis de acesso à Serra da Gardunha pelo que por fim, desistem e deram preferência  ao seu objectivo que era Lisboa.

 

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