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CABEÇO DA MOURA

 

A lenda das formigas

Embora houvesse outros, o actual lugar dos Pardieiros, quer pela riqueza das suas terras, quer pela sua localização, terá sido o eleito para aglomerar o maior número de gente vinda das imediações do Castelo Velho.

O povoamento deste lugar terá ocorrido nos inícios do séc. XII e mandado destruir no séc. XIV, por ordem do Rei D. Pedro, pois Pero Coelho (um dos assassinos de Inês de Castro) era natural desta região.

Este lugar, conhecido por Cabeço da Moura (nos Pardieiros), localiza-se a cerca de dois quilómetros a oeste da actual posição geográfica da aldeia.

Do significado Pardieiros, extrai-se "Casa de pequeno valor ou mal conservada.Edifício velho, em ruínas."

 

 

Cabeço da Moura - Lugar dos Pardieiros

Segundo a lenda, uma grande praga de formigas terá tomado conta desses terrenos. Tal invasão motivou a deslocação do povo residente para um local seguro e menos elevado mas, situado na outra margem do Rio Ocreza, pois só assim seria difícil a travessia das formigas.

Contudo, a lenda das formigas parece tratar-se de um mito associado a um fenómeno de destruição, invasões militares e peste negra. Segundo a história, entre os séc. XIII e XVI, as rivalidades entre costumes e reinados era bem acentuada. Primeiro, pela grande guerra de afirmação do poder com Castela (a resultante da crise de 1383/85) e, segundo, pela associação à epidemia de peste negra e más colheitas.

Nos séc. XII e XIII, aquando da atribuição de carta de foral a S. Vicente da Beira e a Castelo Novo, Louriçal do Campo esteve afirmativamente ligado ao corpo de costumes expressos nessa carta de foral.

Nos finais do séc. XIII, e durante o séc. XIV, quebrou-se então o elo de identificação com a unidade que se vinha afirmando. A guerra civil, a guerra com Castela, a peste e as calamidades associadas, desagregaram e descaracterizaram o território, conduzindo ao seu despovoamento deixando marcas profundas. Assim foi que, no ano de 1895, Louriçal do Campo deixou de ser curato de apresentação do vigário da antiga vila de São Vicente da Beira.

No local, são ainda visíveis testemunhos bem evidentes deste povoamento.

 

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A lenda das formigas poderá ser considerada, ou não, um mito. Porém, é evidente que no decorrer dos séc. XV e XVI, toda a região da Beira Baixa sofreu grandes perturbações, nomeadamente, os confrontos militares e as pestes negras. Assim, esta lenda poderá ter sido uma forma figurativa dos aspectos históricos e sociais, que marcaram em tempos esta aldeia.

 

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